Parte 1 – Duração: 9 Minutos.

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A Pandemia Final

Abri os olhos, ainda desorientado, encontrei-me dentro de um carro capotado, os vidros estavam estilhaçados, ao meu lado o corpo do motorista ensanguentado, seu pescoço fazia o ângulo de noventa graus, expondo sua laringe dividida ao meio. O cadáver era um homem na casa dos 40 anos, seu cabelo negro estava manchado por seu próprio sangue, vestia um jaleco branco. Pus minha mão em seu bolso e retirei sua carteira molhada, em seu interior tomei sua identidade, Frank Brown, 46 anos, era um cientista nascido em Portal das Asas. Próximo ao defunto encontrava-se uma câmera, peguei-a e me rastejei para fora pela janela do veículo derrubado, ao me levantar analisei meu corpo, não encontrava uma única ferida ou arranhão. A paisagem estava em sua completitude destruída, prédios e mais prédios sem uma única fenestra intacta, carros jaziam abandonados pelas ruas.

            Inspecionei a câmera, ainda funcionava, abri sua galeria, todas as gravações foram corrompidas com exceção da última, iniciei o vídeo.

             A câmera filmava o interior do veículo agora capotado em direção a algum lugar.

– Vamos exterminar esses parasitas de uma só vez – Falou Frank com determinação.

        A esquerda da câmera se expandia um clarão com rapidez, um clarão mais claro que a própria luz. Antes que eu percebesse que o impacto do lampejo estava arremessando tudo em que encostava, a câmera terminou sua gravação com a tela em branco.

           Não me recordei de nenhum momento antes do meu despertar, nem mesmo de meu nome, provavelmente perdi toda a minha memória com o impacto do acidente. Varias questões inundaram minha mente, o que foi aquele clarão? Qual era a minha missão com Frank? Quem era Frank? Quem são “esses parasitas”? O que Frank quis dizer com “exterminar”? E o mais importante, quem sou eu?

            Deparei-me completamente perdido em uma cidade deserta e em meu absoluto lapso de memória. Pus-me a andar pela solitária avenida, observei as consequências do impacto do clarão, carros e árvores foram arrastados por todo o ambiente, as ruas estavam cobertas por cacos de vidros.

          Andei em linha reta por meio quilômetro até avistar uma via a direita da avenida. Decidi sair da avenida e seguir por essa rua, antes que eu chegasse até o caminho, saiu da mesma, uma pessoa, não, um grupo de pessoas, antes que eu percebesse minhas pernas já estavam correndo em direção ao grupo com esperanças que pudessem esclarecer o mínimo de minhas perguntas, quando de repente, meu corpo estremeceu bruscamente diante da multidão, eram cidadãos normais, é o que pareciam, com alguns pequenos detalhes, nem um dos indivíduos tinha seus olhos, em seu lugar estava apenas à negra cavidade, antes portadora dos glóbulos, sua pele era extremamente pálida, sem sinal algum de vida. Andavam uniformemente, como se estivessem sincronizados, cada um carregava algum material, metais, madeira, e ferramentas. Temi que ao me perceberem pudessem me atacar, porém passaram direto, ignoraram totalmente a minha presença, acompanhei os seus trajetos, estavam a caminho de uma enorme torre que parecia em construção. Apressei meus passos para a passagem à direita.

          Ao entrar na rua, avistei uma delegacia, assim como todos os outros imóveis, também estava na mesma precária situação. Ao entrar vi o chão repleto de folhas, alguns monitores estavam jogados ao solo, poucos resistiram em cima de suas mesas, avancei em direção aos resistentes, o primeiro falhou em ligar, fui para o segundo, que agiu indiferente, continuei para o terceiro, sem surpresas, também não ligou. Sentei-me no chão e encerrei minha visão. Sem sombras de dúvidas estou no meio de um apocalipse, mas onde foram parar todas as pessoas? Pessoas normais, não aqueles “zumbis”, afinal, o que aconteceu com eles? Por que estão todas sem os olhos? Abri novamente a minha vista, em minha frente estava um balcão, e atrás dele, um monitor com a tela trincada, contudo em funcionamento, caminhei para trás do guichê e levantei a cadeira caída no chão para sentar, a monitor exibia uma página de notícias. Observei a data marcada no computador, hoje era dia 11 de Abril de 2055.

Portal das Asas: O ponto zero da pandemia, a primeira infectada se chamava Elaine Marthel, ainda não se sabe como ela foi infectada pelo verme. A infectada foi à responsável por transmitir os parasitas para o primeiro grupo de pessoas no dia 18 de dezembro de 2054.

               Faltavam apenas oito dias para completar quatro meses desde o ocorrido.

            Abaixo deste pequeno texto havia um vídeo, nomeado de “Os primeiros contágios por Elaine – 18 de dezembro de 54, noite de sexta-feira”. Iniciei-o.

          A câmera filmava uma boate totalmente escura com poucas luzes neon iluminando o ambiente, além de o lugar ser tomado por músicas extremamente altas. Um homem gordo, calvo e com bigode era o foco da filmadora, ele estava bêbado, andava pela boate quando uma mulher o segurou pelo punho, e sorriu para o bêbado em meio à escuridão da casa noturna enquanto o conduzia para um quarto, a mulher era muito bonita, seus longos cabelos eram pretos e ondulados, sua pele era branca como a neve, um tanto até anormal. A gravação trocou para outra câmera, agora uma que estava dentro de um dormitório, filmou a porta se abrindo por Elaine que trazia o homem pelo punho.

– Você quer um pouco de diversão, garanhão? – Incitou a mulher de costas.

– Vamos! Tire essa roupa, sua safada – Ordenou o sujeito.

– É pra já, garanhão – Riu a mulher.

             A mulher se virou de frente para o gordo, na mesma hora o coitado ficou paralisado. A moça tinha um negro vazio no lugar de seus olhos.

– O que foi? Garanhão – Perguntou a mulher sem mexer a boca.

          Mais uma vez o agora pálido homem se encontrava imóvel.

– Você não queria um pouco de diversão? Continuou a mulher falando sem mexer os lábios ou a língua.

       A aberração abriu a boca e inchaços apareceram em cima e em baixo de sua boca, os inchaços começaram a se movimentar para seus respectivos lados, levando consigo a pele da moça, o lábio superior estava sendo levantado até a altura do ápice da cabeça, revelando por baixo da pele vários vermes, larvas e bichos que se movimentavam entre si. Após chegar ao cume do crânio, os inchaços seguiram carregando a pele para baixo até chegarem aos pés da sujeita, ela tirou sua pele como se fosse sua roupa. O despido corpo pela pele não compunha de músculos, e sim por milhares de vermes das mais diferentes formas.

      O senhor em desespero tentou falhamente abrir a porta fechada. Agora chutava em vão a tão esperançosa saída.

          Elaine levantou sua mão que se remexia e contraia sozinha em direção ao homem. No mesmo instante o bêbado empurrou o monstruoso membro para longe. Porém os vermes já estavam rastejando pela mão que o homem usou para empurrar a moça, então o calvo esmagou os parasitas, mas das larvas esmagadas saíram o dobro que rastejavam apressadamente subindo o corpo da vítima, tentou empurrar as criaturas para fora de seu corpo com a outra mão, todavia os vermes se duplicaram uma vez mais para o outro membro do homem, subiam seu pescoço, agora eles passavam por cima de seus lábios, a vítima tentava incansavelmente expulsar os malditos bichos de si. As larvas entraram por suas narinas, enquanto o rapaz tentava puxar os malditos do nariz, eles entraram em seus ouvidos, o bêbado gemeu alto de dor, e neste momento os monstros aproveitaram para entrar em sua boca, rastejavam por cima de sua língua, e nas paredes de sua cavidade bucal. O pobre ajoelhou e tentou cuspi-los para fora de seu corpo, mas eles dividiam-se cada vez mais, e seguiram entrando por todos os orifícios do pobre corpo da vítima. Espremeram-se esforçadamente entre as pálpebras e os glóbulos oculares para adentrar mais uma vez ao corpo do homem que já se encontrava paralisado e ajoelhado com a boca aberta escorrendo saliva.

Os vermes devoravam os olhos do homem, e todos os seus músculos por dentro, enquanto se dividiam para compor por completo o corpo do hospedeiro ao mesmo tempo em que sugavam por inteiro cada ml de sangue da vítima até esvair por totalidade a coloração de sua pele e estar branca como a neve. Finalmente o processo havia sido concluído, o homem agora sem as vistas levantou-se normalmente como se nada tivesse acontecido, enquanto os vermes da mulher a vestiam novamente com a sua pele. Os dois saíram do aposento, a mulher retornava a levar mais vítimas para o quarto, e o homem encontrou uma dama da noite e a levou para outro ambiente isolado. Em menos de uma hora, a cena macabra terminara com todos da boate tomados pelos malditos parasitas.

Abaixo do vídeo havia uma explicação de como o processo de parasitismo daqueles vermes funcionavam.

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Quem é o Autor?

Allan Sá, ou A. Kings (seu nome artístico) nasceu na cidade de Manaus (AM) e tem 22 anos, ele possui o objetivo de se tornar um dos maiores autores da atualidade, assim como as suas maiores referências: Poe, Lovecraft, Dan Brown, Tim Burton, Guilhermo del Toro, Neil Gaiman e Christopher Nolan.

Para isso, ele investiu bastante em sua evolução, comprando livros e cursos, para cada vez está melhor do que antes, criando a sua própria autenticidade e originalidade em suas obras.

Tenho certeza que adquirindo o livro de A. Kings, assim como todos os outros leitores, você não se arrependerá de ter confiado neste autor, pois ele realmente entrega uma narrativa incrível para saciar o seu apetite por histórias fora da curva, e por fim, você ainda estará o ajudando nesta jornada.

A sua contribuição é muito importante para o crescimento do autor, fazendo com que ele ganhe mais visibilidade e até mesmo possibilitando a chance da adaptação do conto para a Netflix.

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A Pandemia Final

O conto: Pandemia Final foi escrito com o propósito de entreter leitores que buscam uma história bem contada e com um roteiro bem escrito, a Pandemia Final irá fazer com que você tenha uma das melhores experiências de leitura que você já teve, pois essa obra irá te prender desde o início até um final incrível e surpreendente, esse conto fará com que você se envolva em cada detalhe, você sentirá como se estivesse na pele do protagonista, sentirá todo o terror e curiosidade que ele passará, em uma experiência única com uma das melhores histórias de ficção cientifica, com horror e mistério que você já leu.

Para quem é a Pandemia Final?

Este conto é para quem busca uma história que possa te entreter do início até o final, é para os amantes de ficção ciêntífica, para aqueles que amam histórias com mistérios, para quem adora uma pitada de horror.

E principalmente, para aqueles que buscam uma história com um final surpreendente, um final genial com um roteiro de total qualidade.

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Como terei acesso ao conto?
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